NÃO EXISTE CARNAVAL EM SÃO PAULO

Cheguei à brilhante conclusão acima quando tive de escolher entre assistir a 50 Tons de Cinza e 20.000 Dias na Terra, aquele filme do Nick Cave. Fiquei com a opção 2, primeiro porque às segundas o ingresso no Belas Artes morre 6 Dilmas para trabalhadores; segundo, porque o blockbuster softcore está em exibição em, pelo menos, umas 500 salas, ou seja, ainda vou ter bastante tempo para assisti-lo.

Quase me arrependi quando cheguei, às 18h em ponto, ao número 2423 da Consolação e me deparei com a fila para compra de ingresso que dobrava a esquina com a Paulista. Como eu disse, o povo daqui não é chegado em folia, e pelo visto tudo mundo estava sem grana para viajar também.

Faltavam 40 minutos para o início da única sessão, o mesmo tanto que esperei para poder comprar meu bilhete. Felizmente, tinha comigo um livro para passar o tempo. Meio que para entrar no clima, havia pego na biblioteca A Morte de Bunny Munro, romance de Nick Cave em que o personagem-título faz inúmeras referências às bocetas de Avril Lavigne e Kylie Minogue (que também participa do longa). Quando chegou minha vez no guichê, ainda havia tanta gente para ser atendida que nem pediram minha carteira profissional. Dei uma passada rápida no banheiro e fui correndo para a sala, onde só deu tempo de me acomodar e pegar o finalzinho do último trailer.

Bom, o que posso dizer sobre o filme? Misto de documentário e ficção, 20.000 Dias na Terra traz diálogos e trechos de sessões de estúdio e de performances ao vivo, mostrando um pouco do processo criativo do artista australiano. Nem preciso comentar que para os fãs (até que havia bastante gente na sala) é diversão na certa. Para quem nunca ouviu falar de Nick Cave, pode até ser um bom cartão de visitas, como também pode ser um bocado maçante.

Passei o resto do feriado assistindo a alguns DVDs que comprei meses atrás no camelô, mas que, por um motivo ou outro, ficaram encostados sem receber a devida atenção. Entre os títulos, alguns indicados ao Oscar (do ano passado).

A Caça (Jagten), Dinamarca, 2012. Direção: Thomas Vinterberg – O grande problema social dos países escandinavos é a manguaça.

Ela (Her), EUA, 2013. Direção: Spike Jonze – Um filme de terror sobre um mundo onde a Scarlett Johansson não tem corpo. Depois que li esse comentário num blog, não consegui pensar em sinopse melhor para o filme.

Nebraska (idem), EUA, 2013. Direção: Alexander Payne – Tem o Saul Goodman, de Breaking Bad.

Um Toque de Pecado (Tian Zhu Ding), China, 2013. Direção: Jia Zhang-Ke – Em submissão, um ex-presidiário (e ex-soldado) luta num torneio de MMA para sustentar a família. Mas um incidente em seu emprego como cobrador de dívidas o leva de volta para a cadeia, onde irá se envolver em lutas carcerárias sangrentas que carregam rancores do seu passado militar. Sinceramente, não sei que droga o cara usou antes de colocar essa sinopse na contracapa do DVD, pois o filme não trata de absolutamente nada disso. Já não se faz pirataria de qualidade como antigamente.

É isso. Para quem não publicava há quase seis meses, duas postagens em uma semana está mais que bom.

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